terça-feira, 24 de abril de 2012
Zoê
Retornei ao jardim...ele me parece vazio.
Não sei se porque retornei cedo e as sementes ainda não brotaram;
Ou tarde demais, as flores já secaram...
Só sei que retornei...finalmente consegui.
Apesar dos meus olhos não avistarem aquilo que tinha em mente,
todas as minhas boas recordações, colhe tudo que se planta,
a terra é gentil a todos... as sementes são nossas...
Dores e amores.
Saudade!
Lembro ter visto nesse jardim,
uma margarida, que um dia foi bela e altiva.
Gostava muito de ser escutada, pouco queria saber...
Cansada demais, já não lhe dava a atenção que merecia.
É conhecida a margarida como rainha das flores,
sua pele branca, sua coroa dourada...
Seu nome era Vida.
Meu Deus, como aquela flor me era querida,
Nos últimos tempos que lhe restaram de vida,
mais do que nunca quis ser escutada,
meus ouvidos indiferentes, fizeram sua voz calar para sempre...
sua voz se calou, antes mesmo de partir...
muda permaneceu por dias...
mesmo todos estando ali dispostos a ouvi-la.
Rainha de todas as flores, a quem devo minha vida.
Sinto saudade da sua voz.
Se o seu nome significa Vida, creio que não esteja morta.
Deus perdoe-me por não ter lhe dado ouvidos,
nem toda atenção que merecia. Sei que me perdoará um dia...
Hoje sei que não pode me ouvir, nem eu a você...
Então sinto sua dor, aquela que lhe acompanhou...
De querer falar e não ser escutada.
Hoje retorno ao jardim para reconstruí-lo.
Sei que conseguirei por ser filha da Vida...
Nunca esquecerei o que de bom fez por mim,
As mágoas, servirão de esterco, um bom começo...
Não sei onde está agora, mas eu te amo, no presente.
Talvez tenha ido morar em um campo de margaridas,
esteja adormecida entre elas...Dedico essas palavras à você:
Vida minha Vida...em grego: Zoê.
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